domingo, 17 de fevereiro de 2008

Manifesto e Contra-Manifesto

Venho por meio deste declarar meu amor à selvageria, porque seguir um instinto é viver.
Declaro meu desprezo à sociedade, porque respeitar suas regras se tornou cabresto.
Neste mundo não há verdade, e sim pontos de vista, e não há maior mentira que a afirmação de uma verdade como certa ou absoluta.
É necessário se afastar das convenções e associações de muitos para ter contato com nós mesmos.
Há muito tempo, o egoísmo de poucos deu lugar à democracia, então a ditadura da maioria deu lugar aos direitos das minorias. E é chegada a hora de evoluir para o direito do indivíduo. Uma era onde poderemos ser únicos, mas respeitados. Onde cada um tenha voz, mas jamais utilize-a para interferir ou ferir a liberdade do outro.

É utopia! Não vê que é inútil? Conforme-se e adeque-se. Ou dê adeus a esse mundo que, definitivamente, não é pra você.

Eu sei... mas... eu queria tentar com o último fôlego que me resta. É possível fazer a revolução ao invés de simplesmente esperá-la chegar pra tomar parte dela. Ou, como prefere a maioria, esperá-la acontecer por completo para simplesmente colher seus frutos.

O mais cômodo nem sempre é indigno.

Eu não consigo mais segurar essa explosão dentro de mim. O que vai ser de nós?

Você está perdendo a conexão com o tecido da realidade.

Eu quero alguém pra abraçar... eu quero chorar, mas não consigo.

Estamos presos e não há ninguém pra nos libertar.

É o que acontece com todo revolucionário, o exílio...

Tenho saudade das fôrcas, das guilhotinas... Como faz falta, ó Deus!

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